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Tom e Campo Harmônico

Vamos aprender o que é e para que servem Tom e Campo Harmônico.

Tom_e_Campo_Harmônico

Quando falamos em TOM, temos que entender o seguinte: existe uma nota, a TÔNICA, que “rege” tudo o que fazemos durante determinada música.

Os solos, o clima, os acordes, tudo gira em torno do TOM dado por esta nota tônica.

Por isso é tão importante saber qual o Tom.

 

 

Sabendo qual o Tom, será infinitamente mais fácil determinar os acordes, além da tônica dos solos e improvisos.

 

 

Para determinar o Tom temos que analisar as notas da maneira como são utilizadas, com que acordes, se menor ou maior, além de outros conceitos.

 

 

Sabendo que os acordes derivam das escalas, é fácil perceber que as notas da escala utilizada DEVEM estar contidos nos acordes.

Logo, qualquer acorde formado pelas notas da escala soará incrivelmente agradável quando esta for utilizada.

 

 

Normalmente os acordes são formados através da harmonização em terças diatônicas.

Vamos relembrar este tipo de harmonização.

 

 

Vamos trabalhar em cima do tom C inicialmente.

 

 

A escala de C (Dó maior) é:

 

 

 

C – D – E – F – G – A – B

 

 

 

Começando por C, conte 2 notas para a direita.Teremos E.

Mais 2 para a direita. Teremos G.

Reconhecem a nossa tríade (acorde de 3 notas)?

É o C-E-G, ou Dó maior (C).

Não é por mera coincidência que ele é perfeitamente compatível com a escala de Dó Maior…

 

 

 

Se fizermos isto com todas as notas da escala, teremos 7 tríades:

 

 

C-E-G = C (Dó Maior)

 

D-F-A = Dm (Ré menor)

 

E-G-B = Em (Mi menor)

 

F-A-C = F (Fá Maior)

 

G-B-D = G (Sol Maior)

 

A-C-E = Am (Lá menor)

 

B-D-F = Bº (Si diminuto)

 

 

Esta seria a família de acordes de 3 notas (ou tríades) compatíveis com a escala de C, ou seja, estes acordes pertencem a um “CAMPO HARMÔNICO” no TOM de C (Dó Maior).

 

 

Quando utilizada uma escala de C, ou composta uma melodia neste TOM, utilizando combinações destes acordes pertencentes ao Campo Harmônico, o resultado será com certeza agradável aos ouvidos.

 

 

Pode-se ainda harmonizar desta mesma forma, utilizando as mesmas notas da escala, acordes com 4 notas, gerando acordes mais ricos e sofisticados.

 

Indo mais longe, podemos chegar aos acordes de 5 e 6 notas que, embora não tão usuais, são de grande valia para composições ecléticas e originais.

 

 

Utilizando a mesma regra podemos formar o campo harmônico de qualquer tom. Basta alterar a tônica e usar a mesma regra de escala.

 

 

Lembra dessa regra?

 

 

C___D___E____F___G___A___B____C

 

1 1 ½ 1 1 1 ½

 

 

Vamos agora mudar sua tônica. Vou construir a escala de Ré Maior usando o mesmo esquema:

 

 

D___E___F#____G___A___B___C#___D

 

1 1 ½ 1 1 1 ½

 

 

Repare que agora começam a surgir os sustenidos e bemóis.

À medida que seguimos a regra para formar outros campos harmônicos, os acidentes naturais trocam de posição na escala.

Estão se avançarmos 2 tons inteiros a partir da tônica (D) para procurarmos a terça maior, vamos encontrar o F#.

 

 

Sacou? O que manda é a regra! Os intervalos se mantém sempre os mesmos.

 

 

Então para formar o campo harmônico de qualquer tom, basta usar essa sequência.

 

 

T___2___3___4___5___6___7___8

 

   1 __1__ ½__ 1 __1__ __1__ ½

 

 

 

Sei que pode parecer um pouco complicado. Mas não é tanto.

 

 

Se você ainda não entendeu, vou exemplificar novamente formando o campo harmônico de Mi Maior:

 

 

E___F#___G#___A___B___C#___D#___E

 

   1 ____1___ ½___1___1____1 ___½

 

 

Comece com a tônica (E) na posição 1.

 

 

Avance 1 tom para achar a segunda de E. Acharemos o Fá Sustenido (F#).

 

 

NOTA: Lembra que não existe Mi sustenido?

Avançando 1 tom (2 casas no braço da guitarra), a partir do Mi, chegaremos ao Fá Sustenido.

Se não lembra, acho melhor você ler o material mais básico e entender isso, pois é fundamental aqui.

 

 

Avance mais 1 tom para encontrar a terça de E. Encontraremos o Sol sustenido (G#).

 

 

Então, mais ½ tom para encontrar a quarta, que é o Lá (A).

 

 

Mais 1 tom para encontrar a quinta, que é o Si (B).

 

 

Mais 1 tom para a sexta, que é o Dó Sustenido (C#).

 

(Só lembrando, não existe Si Sustenido… Então, avançando 1 tom a partir do Si, chegaremos ao Dó Sustenido.)

 

 

Avançamos mais 1 tom para a sexta, que é o Ré Sustenido (D#).

 

 

E, finalmente, mais ½ tom para chegar à oitava, que é a repetiçao da tônica Mi (E).

 

 

 

 

 

 

Agora que você entendeu esse padrão, eu vou lhe dar outra dica valiosa.

Os acordes maiores e menores também repetem um padrão em campos harmônicos diferentes, porque os intervalos são os mesmos.

 

 

Entenda:

 

 

 

T___2___3___4___5___6___7___8

 

M __m__ m__ M__ M__ m__ dim_ M

 

 

 

Dentro de qualquer campo harmônico, em qualquer tonalidade MAIOR, a tônica será maior, a segunda será menor, a terça menor, a quarta maior, a quinta maior, a sexta menor e a sétima diminuta.

SEMPRE!

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